Investimento de Portugal no Estrangeiro
Nos últimos 10 anos o investimento directo português no exterior (IDPE) em termos brutos situou-se entre os 6 e os 15 mil milhões de euros, sendo notório que o final da década de 90 e o início desta corresponderam à fase dos grandes investimentos, nomeadamente em Espanha e no Brasil.
Depois de um ano de 2007 excepcionalmente positivo, os três anos seguintes revelam um notório abrandamento nos projectos de internacionalização das empresas portuguesas, face ao clima de incerteza provocado pela crise económica e financeira nos mercados internacionais, com as saídas de capital, em termos brutos, a situarem-se nos 5,8 mil milhões de euros, o valor mais baixo desde 2003.
Em 2010, as Actividades Financeiras e Seguros foram o sector em que as empresas portuguesas mais apostaram no exterior (59% do total). Os principais mercados de destino foram o Luxemburgo, Espanha, Holanda e Brasil que, em conjunto, representaram mais de 60% do total dos fluxos desse período.
De referir que nos últimos anos se tem registado uma maior diversificação de destinos do investimento português, com a UE27 a diminuir o seu peso no total.
Para além do Brasil, observa-se um crescente interesse pelos PALOP, com especial destaque para Angola (4% do total do IDPE em 2010) e pelos países da Europa de Leste, em particular a Polónia (crescimento de 242% face a 2009) e a Roménia (subida de 30%), que se encontram no grupo dos 10 principais países de destino do investimento português no estrangeiro.















