Investimento de Portugal no Estrangeiro

INVESTIMENTO DIRECTO PORTUGUÊS NO ESTRANGEIRO

O investimento directo português no exterior (IDPE), em termos brutos, aumentou substancialmente na década de 90, reflectindo o clima económico global, resultando esse processo num envolvimento crescente das empresas portuguesas nos mercados internacionais. Até 2000, os acréscimos de IDPE foram significativos, transformando-se Portugal num exportador líquido de capital, uma inversão do seu papel tradicional. Contudo, a partir de 2001, o IDPE declinou devido à depressão do contexto empresarial, quer no mercado interno, quer a nível global.



IDPE POR PAÍSES DE DESTINO

No que respeita ao período que abarca os últimos cinco anos, em 2002, os dois primeiros países de destino do IDPE foram parceiros comunitários, nomeadamente Espanha e Países Baixos, representando a UE cerca de 81% do IDPE total. O Brasil foi o terceiro destino, mas com um peso de apenas 9%, quota que desceria ainda mais em 2003, atingindo perto de 2%. Já em 2004, reforçou-se a posição da União Europeia, com Espanha, Dinamarca e Países Baixos, nos três lugares cimeiros, seguindo-se o Brasil. Em 2005 e 2006, a situação foi muito semelhante, embora a representatividade da União Europeia tenha diminuído para cerca 67% e 69% naqueles períodos, respectivamente, sendo os dois primeiros lugares para Países Baixos e Espanha.



De referir que nos últimos anos tem-se registado uma maior diversificação de destinos do investimento português. De facto, para além da opção Brasil, que em 2006 aumentou a sua quota no IDPE para 9%, observa-se maior relevo dos países da Europa Central e Oriental, particularmente da Polónia, reflectindo a vontade e a capacidade de desenvolver um posicionamento global. Também o investimento português nos países africanos de língua portuguesa tem acompanhado o crescimento do IDPE, nomeadamente em Angola. Em 2006, os PALOP absorveram 7% do IDPE total, que compara com valores inferiores a 1% no início dos anos 2000.




IDPE POR SECTORES DE ACTIVIDADES

Por sector de actividade, as actividades imobiliárias, alugueres e serviços prestados às empresas, as actividades financeiras, a indústria transformadora e o comércio têm sido as áreas preferenciais de aposta dos empresários portugueses no exterior.



Em termos líquidos, o IDPE tem seguido uma trajectória relativamente errática. Após um período de subida no final da década anterior, observou-se uma quebra acentuada até 2002, tendo nesse ano registado um valor negativo devido ao elevado montante de desinvestimento (11,8 mil milhões de euros). Em 2003, voltou a aumentar para 7,1 mil milhões de euros, diminuindo novamente em 2004 e 2005. Em 2006, observou-se uma pequena subida, situando-se em 2,8 mil milhões de euros.
De referir, ainda, que o “stock” de IDPE ascendia a 41,6 mil milhões de euros no final de 2006, que representa um crescimento de 12% face ao IDPE acumulado no final de 2005 e de 23% relativamente a 2004.

Ao nível do investimento directo estrangeiro (IDE), bruto, em Portugal, o último quinquénio iniciou-se com uma quebra do IDE em 2002, devido essencialmente à conjuntura internacional vivida na altura. No entanto, em 2003 assistiu-se à retoma e superação do nível anterior, registando-se um acréscimo de 48,5%. No ano seguinte houve outro declínio, embora menos acentuado, para voltar a aumentar em 2005, embora de forma pouco significativa. Em 2006 o nível de IDE praticamente estabilizou.

 


IDE POR PAÍSES DE ORIGEM

A UE constitui a principal origem de capital estrangeiro. Nos últimos anos, nomeadamente no quinquénio terminado em 2004, os principais investidores (em termos acumulados) foram o Reino Unido, a Alemanha, a França, os Países Baixos, a Espanha, a Bélgica/Luxemburgo, a Finlândia e os EUA, com a Espanha a ocupar o 1º lugar em 2004. Em 2005, de novos países da União Europeia nos lugares cimeiros, ocupando o 1º lugar a Alemanha, seguida da Espanha, França, Países Baixos, Reino Unido, Bélgica/Luxemburgo e Finlândia. Os EUA ficaram na 8ª posição. No ano passado, a estrutura manteve-se praticamente inalterada, surgindo apenas a Suíça no grupo dos principais países investidores em Portugal.



IDE POR SECTORES DE ACTIVIDADE

Na distribuição por sectores, a Indústria transformadora é a principal actividade económica alvo do investimento directo estrangeiro, seguindo-se o Comércio, as actividades imobiliárias, alugueres e serviços prestados às empresas, e, a maior distância, as Actividades financeiras.



Em termos líquidos, o IDE observou um aumento de 84% em 2006, face ao ano anterior, e de 214% relativamente a 2004. No ano passado, o montante de IDE líquido ascendeu a 5,9 mil milhões de euros, que compara com o máximo da última década verificado em 2003 (7,6 mil milhões de euros) e com o mínimo de 1999 (1,1 mil milhões de euros).
No que respeita ao “stock” de IDE, no final de 2006 registava o montante de 64,9 mil milhões de euros, que representa um crescimento de 16,8% face ao IDE acumulado no final de 2005 e de 28% relativamente a 2004.

Para mais informações consulte a nossa àrea de links uteis na secção Bancos - Bolsas



 
 
© 2010 Embaixada de Portugal em Luanda. Todos os direitos reservados. web design webuild